Expectativa por pesquisas é maior que por propaganda

09/10/2014 - 12:36

Dilma na globo bom dia brasil blog elisabeth sá

A expectativa para o resultado das primeiras pesquisas sobre o segundo turno da eleição presidencial está chamando mais atenção dos políticos do que a expectativa pelo programa eleitoral que começa daqui a pouco.  Os números devem nortear o andamento da campanha até o dia 26.   Cada partido tem sua pesquisa interna que já aponta caminhos. Aliás, as pesquisas internas são as que mostram os dados que verdadeiramente importam, mas os números que são levados à população podem influenciar o crescimento de um candidato ou de outro, mas tato a presidenta Dilma Rouseff quanto Aécio Neves.  Aecio uol

Há que se ter muita cautela  com os números , principalmente porque no primeiro turno muitos institutos de pesquisa erraram e arraram feio, então ao invés de criar expectativas e rebater pesquisas que ainda em foram divulgadas é melhor que os aliados continuem cada um o seu trabalho pelo candidato que apoia.

Já a propaganda eleitoral, agora com os dois candidatos tendo o mesmo tempo, deve sim decidir o voto de muitos, principalmente do eleitor que não estava entre os eleitores dos dois candidatos que estão agora o segundo turno.

Dilma no Piauí

08/10/2014 - 18:03

dilma no piaui

A abertura da campanha da presidenta Dilma, para o segundo turno, foi hoje no Piauí. Recebida pela militância , pelos senadores João Vicente Claudino (PTB), Ciro Nogueira (PP), e Wellington Dias (PT), também governador eleito, a presidenta disse que pretende instalar um plano modelo de segurança no Estado. O discurso não poderia ser mais exato para o momento que o Piauí vive, com o crescimento alarmante dos índices de violência.

Só que a vinda de Dilma foi muito mais que um ponta pé de segundo turno. Ela veio agradecer os mais de 70% de votos válidos que teve no Estado e serviu também para mais uma demonstração de forças das lideranças locais que estão coladas na presidenta. Em tempo: até os novos eleitos, senador Elmano Férrer (PT) e vice-governadora Margarete Coelho (PP) participaram da reunião de de estratégia da campanha rumo ao segundo turno .

PMDB na oposição é coisa de momento

08/10/2014 - 15:40

“O PMDB do Piauí neste momento está na oposição, foi onde o eleitor o colocou”. Foi assim e com essas palavras que o presidente regional do partido, deputado federal Marcelo Castro, se referiu ao quadro de hoje. Mas, no mesmo momento, o parlamentar também lembrou que o momento é esse e tudo pode mudar. Outro fato lembrando pelo deputado é de que não se pode fazer política olhando pelo retrovisor, ou seja, o passado fica no passado, isso vale também para decisões equivocadas.

marcelo-castro

Além disso, sendo a maior bancada da Assembleia, com poder de articulação nas outras bancadas, estando o partido nacionalmente alinhado com a presidenta Dilma e o PT, não será difícil para o PMDB voltar a ser da base governista.

Até mesmo alguns petistas, o deputado Fábio Novo mesmo, já chegou a afirmar que há o “PMDB e o PMDB, e há sim nos quadros do PMDB quem possa compor com o Governo”.

Coluna do dia – Ciro Nogueira atirou e acertou no que viu

08/10/2014 - 11:33

ciro-nogueira blog elisabeth sá

 

 

 

Aquelas que poderiam parecer as mais improváveis, foram as apostas que se mostraram mais corretas no final desta campanha. O senador Ciro Nogueira (PP) foi o único líder que bancou todas elas. Enquanto todos corriam para o colo governista, Ciro se manteve e manteve o seu partido em uma postura iniciada há pelo menos um ano antes do pleito.

Chegou até mesmo a convidar outros nomes e oferecer o PP como ninho para uma nova conjuntura, entre estes nomes o deputado Robert Rios (PDT) e o ex-prefeito de Teresina, Silvio Mendes. Como ninguém apostou junto com Ciro o senador se manteve firme e quieto, esperou os quadros se desenharem e na hora certa se aliou ao nome que mais poderia bancar o seu projeto, o de Wellington Dias.

As apostas não foram à toa. A liderança se faz na adversidade e, enquanto todos apostavam em ficar do lado governista, Ciro Nogueira acreditou que uma oposição, mesmo composta por ex-aliados era o que o eleitorado do Piauí queria. Não só na aliança pela disputa no Governo, mas também na aposta para o Senado, Ciro Nogueira enxergou longe.

Na disputa velada com Wilson Martins, aparentemente uma meninice, uma birra, emplacou o Véin, diante da descrença generalizada inicialmente. Foi ele quem viu na figura de Elmano Ferrer, o candidato leve em contraponto ao adversário com imagem de trator. Viu e bancou até que a candidatura caísse nas graças do povo. A partir daí, i resto da campanha se deu por inércia.

Ciro viu também, desde o início, as grandes chances de Wellington Dias, mesmo estando fora governo e com uma coligação com apenas seis partidos. Não restavam muitas opções, é verdade, em função do plano nacional, mas ao garantir a vaga de Vice com a deputada Margarete foi também o que se pode dizer que atirou e acertou no que viu, garantindo papel de destaque ao PP na esfera estadual – política e administrativa – e não de mero assecla como no Governo passado.

 

Quem derrubou quem?

Com votações parecidas, Wilson com 35,72% e Zé Filho com 33,25% dos votos válidos uma pergunta que se faz é de quem teria contribuído mais para a derrota do outro.

Mas, sem muito embasamento técnico e reconhecendo apenas uma questão de lógica, levando em consideração que o governador Zé Filho só cresceu nas intenções de voto e Wilson fez o caminho contrário…tudo leva a crer que quem derrubou Zé Filho foi Wilson.

Somente um estudo mais profundo das condições desta campanha pode determinar quem derrubou quem.

 

Os calos de W. Dias

O governador Wellington Dias (PT) terá pelo menos dois grandes calos na Assembleia Legislativa. O deputado Robert Rios (PDT) que é um crítico contundente e conhecido até mesmo dos aliados, agora que é oposição tende a ser ainda mais duro.

Outro que vai dar trabalho e já declarou que será um deputado da bancada dos “independentes” é o Dr. Pessoa (PSD).

 

Segundo turno para presidente

A corrida pela sucessão presidencial começou. A bola da vez é o apoio de Marina Silva (PSB) que ela já disse vai decidir na quinta-feira. As apostas são para Aécio Neves pelas semelhanças entre os planos de governo, pelas manifestações da família do finado Eduardo Campos e a sinalização dada pela candidata.

Vale o registro de que este apoio seria o de Marina Silva e não do PSB que tende a liberar os seus filiados para a escolha do candidato de sua preferência. E isso faz muita diferença.

Por outro lado, Dilma corre para bater o alcance e o crescimento de Aécio Neves em alguns estados. Já conseguiu, por exemplo, desbancar o domínio tucano em Minas Gerais, o que deu fôlego para a presidenta em relação a rejeição do PT em outro estado de grande colégio eleitoral, São Paulo. Aliás, os paulistas concederam ao PT o maior fracasso eleitoral nos últimos tempos.

 

Dilma vem agradecer

A presidenta Dilma Rousseff desembarcará no Piauí no finalzinho da tarde. A presidenta estará nesta quarta-feira (8), às 16 horas em festa de agradecimento pela maior votação proporcional que recebeu no país. O evento acontecerá  no Atlantic City.

A presidenta vem agradecer e reforçar o caixa eleitoral na região Nordeste que concentra o maior reduto político do PT, rendendo-lhe uma dependência eleitoral da região, enquanto os tucanos ficam cada vez mais dependentes dos votos da região sudeste.

 

Horário eleitoral de volta – 10 pra cada

É fato que o segundo turno é uma nova eleição. Com início nesta quinta, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão deverá dá o tom ( que muitos especialistas  acreditam ser uma carnificina) da campanha nesta reta final.

Pelas regras, o horário tem início nesta quita, a partir das 20h30, e prossegue até o dia 24 de outubro na sexta que antecede o pleito, com tempo de 10 minutos para cada candidato.

Wellington Dias: faltou opção ou foi mesmo consagração?

07/10/2014 - 20:56

 

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O senador Wellington Dias (PT) entra mais uma vez para a história política do Piauí. Já havia entrado antes quando se elegeu, em 2002, o primeiro governador petista do Nordeste. Se reelegeu e saiu para o Senado, sendo eleito com uma votação estrondosa.

Agora, volta para o terceiro mandato de governador vencendo uma eleição com o dobro dos votos do seu adversário, o governador Zé Filho. Mas o que faz Wellington Dias ser esse fenômeno de votos?

Seu segundo governo não foi dos melhores. Denúncias envolvendo aliados e gestores de pastas eram frequentes. E os aliados do seu sucessor não deixaram o eleitor esquecer disso durante o mandato do ex-governador Wilson Martins.

Mesmo assim, Wellington Dias veio em uma aliança de sete contra dezessete partidos e contra a máquina governamental.

Outros discursos de desconstrução não pegam em Wellington Dias. O da oligarquia no poder é um deles. Dias de novo abraçou a candidatura de sua esposa, Rejane Dias, para a Câmara dos Deputados e ela não só foi eleita como foi campeã de votos.

Pode ser uma análise fria, desprovida de dados técnicos, mas no contexto de uma eleição polarizada, sem muitas alternativas, o que parece é que o eleitor preferiu apostar naquele nome que já conhecia e, sendo assim, a eleição de Wellington Dias tem tudo para ser mesmo a consagração.

Mais do político do que do seu projeto ou do seu partido.

A derrota de Zé Filho – Por que ele perdeu a eleição?

07/10/2014 - 17:35

wilson-martins-e-ze-filho-blog elisabeth sá

Não se perde uma eleição por um único fator, mas por vários. O governador Zé Filho colecionou vários fatores negativos no decorrer de sua campanha que culminaram na derrota de perder para o senador Wellington Dias, com o dobro de votos, 66% a 33%.

O primeiro dele foi a própria construção de sua candidatura. Zé Filho não era candidato e passou a ser em meio a um clima de insegurança na viabilidade de seu nome, sucessivas crises políticas dentro do próprio PMDB e dos aliados comprovaram isso antes mesmo do seu nome ser confirmado.

Depois de confirmada a candidatura, além de fazer campanha, Zé Filho teve que seguir até o final reforçando a sua viabilidade dentro do próprio partido, prova disso foram às vezes em que o apoio dos líderes do próprio PMDB e aliados foi colocado a prova; nomes como Marcelo Castro, Kleber Eulálio e Avelino Neiva.

Outro erro foi abandonar a candidatura nacional do PMDB, ou seja, abandonar a candidatura da presidenta Dilma e declarar apoio ao tucano Aécio Neves. Ao fazer isso o governador Zé Filho decidiu pagar um preço altíssimo, pois decidiu apoiar um nome com o qual o eleitorado do Piauí não tem a menor afinidade e se posicionar contrário a Dilma foi o mesmo que se posicionar contra o eleitorado piauiense, que se identifica com o PT e com o legado da era Lula/Dilma. Prova disso foi o resultado da votação da presidenta no Estado, 70% dos votos válidos.

Quer queira ou não, embora não seja por conta de grande obras, e sim pelo ganho social, na memória do eleitorado piauiense a melhoria da qualidade de vida tem a ver única e exclusivamente com a gestão do ex-presidente Lula e sua sucessora.