O conselho do médico conselheiro

13/10/2014 - 19:00

anfrisiolobao

Se conselho fosse bom, ninguém dava. Vendia. O ditado é antigo, mas pouco se aproveita em via de regra.  Na última semana, com a aposentadoria de Anfrísio Lobão Castelo Branco da função de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, uma nova leva de conselhos foi jogada para a plateia.

Médico, psiquiatra, bom entendedor da cabeça de gente e de gente política, Anfrísio arriscou um conselho ao vento. Disse que seria bom que o Tribunal de Contas passasse a contar com um técnico no seu lugar.

Vamos deixar as interpretações de lado e chegar aos fatos. Anfrísio, como bom médico, pouco podia se ter ideia de sua afinidade e desenvoltura elogiada com as contas públicas. Chegou ao TCE pelo mérito político, por indicação da Assembleia Legislativa e nomeação do ex-governador Guilherme Melo.

Outros políticos também estão na mesma condição de Anfrísio Lobão e, incrivelmente, se voltam contra a Assembleia nestes novos tempos. Sinceramente, não sei se todos. Mas, o movimento é gritante nas rodas políticas.

Só lembrando que ainda estão, por indicação da Assembleia Legislativa, os ex-deputados Luciano Nunes, Kennedy Barros, Olavo Rebêlo e Lilian Martins.

Coluna do dia- As cidades e o segundo turno

13/10/2014 - 17:27

porte-de-municipio-2_1

  

 

Antes que se pense em qualquer situação de risco ou conforto para Dilma Rousseff e Aécio Neves, respectivamente, seria interessante uma análise detalhada do mapa eleitoral com o resultado das eleições gerais e o desempenho dos três principais candidatos no primeiro turno. Isso porque o mapa é claro sobre a quantidade de apoiamentos e vantagens, em cada região do Brasil, bem como onde, por exemplo, Dilma Rousseff e Aécio Neves saíram vitoriosos.

Pelo mapa ficou evidenciado – e não é nenhuma novidade – que a presidenta Dilma leva uma enorme vantagem nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o tucano Aécio Neves concentra seu eleitorado nas regiões centro-oeste e sudeste.

A candidata à reeleição também é favorecida quantitativamente em relação ao número de municípios onde saiu consagrada das urnas. Dilma venceu em 3.648 contra 1.821 cidades que deram vitória a Aécio Neves. Impressionante mesmo foi o número de cidades em que a candidata Marina Silva saiu vitoriosa. Apenas 99 municípios, o que não chegou a representar 2% no mapa brasileiro.

Mas, vale o registro, o que representa uma vantagem para Dilma pode não parecer muita coisa frente à densidade eleitoral das regiões onde o tucano tem a preferência do eleitor. É que Aécio tem a preferência justamente onde existe a maior concentração populacional e, por consequência, maior número de eleitores.

Não seria demais apostar que esta primeira rodada de pesquisas refletiu a ida de Aécio para o segundo turno quando muitos imaginavam que Marina Silva, sim, estaria na disputa com Dilma Rousseff.

Também não seria exagero dizer que esta eleição, marcada pelo inesperado desde o seu início, viverá momentos de indefinição até a véspera do segundo turno. E o resultado conhecido, obviamente, somente após a apuração do resultado.

 

O apoio de Marina

 

O furacão Marina Silva continua a provocar estragos  nesta eleição. Pelo menos, no plano governista. Ao declarar apoio a Aécio Neves, abre um caminho perigoso na candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Ainda que a reação entre boa parte dos socialistas não seja das melhores, o efeito moral da opção pode implicar em novo sufoco para a candidata petista.

Pelo sim, pelo não. Um novo mapa político em torno das coligações de Aécio e Dilma já se desenhou com decisão de Marina Silva. Dilma recebeu o apoio formal do PROS e PSD, enquanto Aécio avançou mais casas e consquistou, além do apoio formal do PSB, o PV, PSC e PSDC.

 

PSB dividido

E não é para menos. Tradicionalmente – e é nisso que se apegam os petistas – eleitor que simpatiza com a causa marinista não vota ou votaria em Aécio Neves.

Reações adversas, culminadas com uma eleição para a nova presidência do partido, nesta segunda, são apenas parte interessante desta conjuntura.

 

Quem bateu mais?

Há poucos dias, publicamos que Aécio Neves tinha batido mais em Marina Silva do que a presidente Dilma Rousseff. Isso no primeiro turno das eleições. Em números, 60% das pancadas sofridas pela então candidata do PSB no horário eleitoral tinham como origem o ninho tucano.

Se estatisticamente Marina apanhou mais de Aécio do que de Dilma, qual peso valeu mais para apoio da socialista ao tucano?

Em tempo, a informação foi repassada pela Revista Veja, através do jornalista Lauro Jardim. Mas, pouco repercutiu meio ao tiroteio nacional.

 

O chamado de Wellington Dias

Agora governador eleito, Wellington Dias não tem feito muita coisa para o grande público ver. Mas, nos bastidores, tem costurado muito para a situação de apoio na Assembleia Legislativa a partir de janeiro próximo.

Pelo menos, dois partidos já receberam o chamado e foram lá ouvir de Dias as boas intenções –  PSD e PTC.

 

Vereador diz “não” para Wellington

Por enquanto. Essa é a aposta do blog. Mas, é fato e tornado público pelo próprio vereador Doutor Pessoa (PSD), deputado estadual eleito, que o senador Wellington Dias o chamou para um café da manhã e conversaram sobre a possibilidade de apoiamento político. Pessoa comunicou que prefere manter uma postura “independente”. E não poderia ser diferente!

É que poucos têm conhecimento, mas toda a classe médica de Teresina e parte do Piauí votou e fez campanha para Doutor Pessoa. E apoiar Wellington Dias seria o mesmo que, literalmente, cuspir no prato que comeu.

isso porque a classe médica do Piauí, bem como em boa parte, se não em todo o país, se voltou contra o Partido dos Trabalhadores e faz franca campanha contra a reeleição de Dilma Rousseff.

Entre os motivos, o mais evidente é a contrariedade com o Programa Mais Médicos, encarado pelos profissionais como um grande engodo e que não busca resolver o problema na raiz, apenas “maquiar” uma situação importando profissionais de outros países.

 

Wellington recusa discutir secretariado

O governador eleito Wellington Dias também não quer ouvir falar em nomes para comandar as pastas. Mas, a cotação de nomes anda alta no mercado para o próximo secretariado.

O blog vai dar uma modesta contribuição. Dias poderia, pelo menos, falar em redução da máquina. Seria, aí sim, um primeiro grande passo.

E dessa vez, com certeza, conhecedor da estrutura, não vai precisar contratar nenhuma consultoria de fora.

 

infográfico:g1.com.br

Coluna do dia – W. Dias volta a dar as cartas

10/10/2014 - 17:04

Wellington Dias

O senador Wellington Dias (PT) iniciou o processo eleitoral de 2014 como o principal candidato ao isolamento político. Tudo indicava que os maiores partidos, todos então aliados, iriam se unir e deixariam o senador e o PT sozinho do outro lado do processo. A pressão para que o PT desistisse da candidatura de Wellington ao Governo do foi intensa.

Só que as articulações políticas muitas vezes não levam em conta fatores externos. Há quem veja os fatos e prefira esconder do articulador, há articulador que prefere ignorar a realidade e continuar seus planos. É no vácuo da verdade que não é vista que as ironias políticas encontram terreno fértil.E maior ironia deste processo se 2014 é que de candidato ao isolamento o petista passa a ser dono das cartas nos próximos “jogos” da articulação política do Piauí.

É bem verdade que o poder político do PT diminuiu. Mesmo elegendo o governador outros partidos tomaram fôlego e espaços que antes pertenciam, por exemplo, a bancada petista na Assembleia. De cinco deputados eleitos em 2010, a bancada do PT caiu para três este ano,por outro lado com a volta ao palácio de Karnak, todas as decisões políticas do Estado deverão impreterivelmente passa por Wellington Dias e por, em maior ou menor proporção, pelo crivo do PT. Por isso o desejo de que a escolha do nome do nove conselheiro do Tribunal de Contas, deve ocorrer ainda este ano,comandada pelo governador Zé Filho (PMDB). Já a eleição para a presidência da Assembleia deverá ter sim a participação ativa do governador Wellington Dias.

Abstenção

Os presidenciáveis (Aécio e Dilma) estão preocupados um com o outro, mas existe um inimigo em comum neste segundo turno;abstenção. O número de eleitores que não deve voltar as urnas tende a aumentar. Motivar o eleitorado a comparecer no dia de votação também é um grande desafio.

Téte à téte

O eleitor viu no programa eleitoral que a discussão agora é mais séria, mais madura e que é verdadeiramente um jogo de vida ou morte. Agora são 10 minutos para cada candidato e por isso Aécio e Dilma vão colocar todas as fichas na mesa. Aécio fez no segundo turno o que não fez no seu primeiro programa de primeiro turno, apresentou-se para os brasileiros que não conhecem sua história. Só há um problema, parte do eleitorado que viveu a era petista não sabe muito o real significado de sua história política, pois não viveu os tempos do seu avô, o líder Tancredo Neves.

Fantasmas

Já Dilma trouxe em seu primeiro programa alguns dos dramas que a população viveu na era tucana, um deles e talvez o mais temido foi o fantasma do desemprego. Para muitos puro terrorismo para outros uma legítima estratégia de propaganda político partidária.

 

 


 

Liderança

Apesar de ter perdido a eleição o governador Zé Filho tem agora seu nome cotado como a mais nova grande liderança do partido. Quem defende a ideia é o deputado João Mádison, baseado no argumento de que Zé Filho não ganhou a eleição, mas conseguiu meio milhão de votos e ficou conhecido no Estado todo.

Desarticulação

O palanque de Aécio Neves no Piauí parece estar desfalcado do seu principal representante. Trata-se do ex-prefeito Silvio Mendes. Até o momento a participação de Silvio tem sido pequena na articulação tucana para tentar aumentar a votação de Aécio no Estado, ou então ela está se dando apenas nos bastidores.

Articulação

Por outro lado os articuladores da campanha da presidenta Dilma no Piauí não perdem sequer uma oportunidade. Exemplo foi da entrevista que o jornalista e primeiro suplente de deputado federal, Silas Freira, concedida hoje na TV Cidade Verde. Por quase metade do bate papo com os apresentadores Amadeu Campos e Elivaldo Barbosa, Silas trabalhou na justificativa do apoio de seu partido, o PR à candidatura da presidenta.

Tucanos do Piauí acreditam na transferência de voto dos marinistas

09/10/2014 - 18:23
luciano-nunes
O deputado Luciano Nunes (PSDB) acredita que o partido deve investir nos eleitores de Marina no Piauí para tentar reverter um pouco do quadro de preferência do eleitorado do Estado pela presidenta Dilma Rousseff (PT), 70,61% dos votos válidos, foi a maior votação proporcional da presidenta no Brasil.
Para os tucanos a única alternativa para fazer Aécio crescer no Estado e no resto do Brasil é mostrar que ele representa o anseio de mudança que levou 20% do eleitorado a votar em Marina Silva.

Recall do primeiro turno justifica pequena vantagem de Aécio

09/10/2014 - 15:15

Dilma

Pesquisa interna do PT mostrou ligeira vantagem do tucano Aécio Neves sobre a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo a pesquisa Aécio teria três pontos de vantagem com 46% das intenções de voto e Dilma com 43%.As informações ainda não são oficiais, os dados teriam sido repassados por um petista.

A ligeira vantagem de Aécio já era esperada. Entre outras razões porque agora o candidato divide apenas com a presidenta as atenções e ainda há no eleitorado o recall do crescimento de Aécio sobre Marina Silva (PSB).

Apoios de 2º turno comprovam tendências do primeiro

09/10/2014 - 14:00

As declarações de apoios para o segundo turno da disputa presidencial comprovaram algumas das tendências do primeiro turno. Eduardo Jorge (PV) e Pastor Everaldo (PSC) declararam apoio a Aécio Neves (PSD).

Eduardo já foi secretário em gestão  tucana de São Paulo e o Pastor Everaldo funcionou como uma espécie de trampolim para Aécio durante todos os debates do primeiro turno, claramente servido como parceiro os ataques a presidenta Dilma.

Luciana GenroDo outro lado, Luciana Genro, declara o voto neutro do PSOL, mas que não seja voto em Aécio. Como?  Os planos de governo dos candidatos também mostra um pouco a qual concorrente cada um está mais ligado. A divisão do PSB, que dos seus 29 líderes, 21 apoiam Aécio e os demais apoiando Dilma, também era uma tendência esperada. Basta lembrar que no primeiro turno, após a morte de Eduardo Campos, foi necessário uma reunião as pressas para evitar o racha do partido.