Firmino dividido entre o amigo e o dever público

14/08/2014 - 17:56

HS090213662-580x387O prefeito Firmino Filho (PSDB) vive um drama, dividido entre o dever de homem público e dever de amigo. Firmino embarcou hoje (14) para Recife onde foi prestar solidariedade à família de Eduardo Campos; candidato a presidente pelo PSB morreu ontem em trágico acidente aéreo e que era amigo pessoal do prefeito de Teresina. Os dois cursaram faculdade juntos, tendo Eduardo inclusive convidado Firmino para compor sua equipe quando venceu as eleições para o Governo de Pernambuco em 2006.

Ocorre que a previsão da prefeitura de Recife é de que o corpo de Eduardo Campos seja velado em uma missa campal  justamente no sábado (16) aniversário de 162 anos de Teresina. Toda a programação de participação do prefeito nos eventos comemorativos do aniversário da cidade teria que ser modificada e estão programadas há bastante tempo.Por dever de prefeito, talvez Firmino Filho não consiga dar o último adeus a Eduardo Campos.  Por causa dificuldade de junta e identificar os restos mortais das sete vítimas do acidente é que se estuda realizar o velório neste sábado.

Marina não deve se pronunciar antes do enterro

14/08/2014 - 15:10

Marina_Silva_e_Eduardo_Campos_2013

Pouco provável, quase impossível que Marina Silva, companheira de chapa de Eduardo Campos (PSB), falecido ontem em acidente aéreo, se pronuncie sobre os destinos do PSB, partido ao qual ela também é filiada, e principalmente sobre suas intenções em relação a chapa. Marina, candidata a vice-presidente de Eduardo Campos pode ser escolhida como a sua substituta no processo, mas isso depende tanto da vontade dos oito partidos aliados quanto da vontade dela. Até sábado, dia prevista para que o corpo de Eduardo Chegue em Recife, as especulações serão em vão.

Coluna do dia – A indefinição em torno da sucessão presidencial

14/08/2014 - 09:41

 

montagem Aécio Dilma Campos

 

A indefinição em torno da sucessão presidencial

A tragédia de Santos que abalou a todo o país com a queda de uma aeronave em que estava o candidato presidente Eduardo Campos, assessores e tripulação, deixou um vácuo na política por vários motivos aqui já citados pelo blog, como a interrupção de um novo ciclo na política brasileira, a pausa forçada na campanha eleitoral em curso, enfim, quem o sucederá na cabeça da chapa que reúne outros quatro partidos – PPS, PPL, PRP e PHS.

É certo também que uma grande indefinição se forma em torno da sucessão presidencial. Impossível, neste momento, falar em quem poderá avançar sobre a fatia do eleitorado (10%) que tinha Campos como candidato preferencial. Não se sabe, nem mesmo, se seu partido terá condições de apresentar um substituto, se Marina Silva terá condições psicológicas e políticas para abraçar ainda mais a causa de Eduardo Campos.

E, se Marina como candidata ou qualquer outro nome escolhido, será beneficiada eleitoralmente por esta comoção nacional. O receio, como também já foi dito aqui, é de que qualquer passo dado soe como uma “carona”, uma “promoção política”, o que seria condenável.

 

Datafolha e Ibope cancelaram novas pesquisas

Os institutos Datafolha e Ibope cancelaram novas pesquisas de intenção de votos encomendadas para os próximos dias. Corroborando com a análise do blog, nenhum tipo de levantamento fará sentido até que se tenha alguma posição do PSB e partidos coligados em torno de quem deverá suceder Eduardo Campos na chapa majoritária.

Vale o registro também de que todas as pesquisas feitas até o momento estão perdidas no que diz respeito à preferência do eleitor. Devem servir, no máximo, de base para comparação.

 

Políticos piauienses seguem para velório de Campos

O cancelamento da agenda, por dois dias, levará o candidato Zé Filho ao Recife para o velório de Eduardo Campos. Também se deslocarão até a capital pernambucana outros nomes da coligação governista como o ex-senador Heráclito Fortes, o ex-governador Wilson Martins e o prefeito de Teresina Firmino Filho.

 

Os camaradas estão divididos

O PCdoB esteve atrelado ao senador Wellington Dias nos últimos 10 anos. Nesta eleição, a exemplo de outros partidos, segue outra linha e acompanha Zé Filho na sucessão estadual.

Mas, um dos poucos prefeitos comunistas do Piauí, Junior Nunes, da cidade de Nazaré do Piauí, recebeu o candidato do PT, Wellington Dias, para anunciar que segue com ele nesta nova empreitada.

 

O veín vibra com nova pesquisa

Candidato a senador Elmano Férrer, tem se valido muito da última campanha eleitoral quando lançou o “veín trabalhador” e pelo qual vem sendo reconhecida e também lembrada a sua passagem na Prefeitura de Teresina.

Segundo ele, a pesquisa do Instituto Data AZ, divulgada nesta terça-feira, 22, por exemplo, é um bom sinal para o andamento da campanha e com grandes chances de crescimento, uma vez que o levantamento mostrou um grande número de indecisos – 65%. Além disso, 46,1% dos entrevistados disseram que podem mudar o voto.

A pesquisa foi realizada dos dias 12 a 17 de julho e está registrada no Tribunal Regional eleitoral com o número 00071/2014. Foram entrevistados 2.410 eleitores.

 

Wellington Dias reúne simpatizantes em jantar de adesão

O senador Wellington Dias adiou para esta quinta, dia 14, o jantar de adesão que aconteceria ontem no Finess Buffet.

O evento será no mesmo local.  O “convite”custa R$ 500 (para duas pessoas). O objetivo é arrecadar fundos para a campanha de Wellington Dias, candidato a governador do Piauí pela coligação A Vitória com a Força do Povo.

 

“A esperança brasileira está orfã” – Por Heráclito Fortes

14/08/2014 - 07:17

“A esperança brasileira está órfã”

*Por Heráclito Fortes

 

Infelizmente, a vida nos prega peças. Eu, que achava que a vida me pouparia de novas surpresas, esperava não ter que passar por mais uma, a morte do meu amigo e candidato a presidente, Eduardo Campos.  Estava em viagem para Avelino Lopes, interior do Estado, quando recebo o telefonema do amigo Tito Henrique, filho de dona Cora e Ulysses Guimarães, falando do acidente de avião envolvendo Eduardo. Minha primeira providência foi checar as informações como o tipo de avião e o prefixo. Eliminadas as dúvidas, quis saber quem eram as pessoas que o acompanhavam. Felizmente, sua esposa e seu filho não tinham embarcado. Mas tive um segundo choque ao saber que Pedro Valadares Neto, ex-deputado federal sergipano e meu grande amigo de Congresso, era um dos passageiros. Amigo inseparável de Eduardo Campos, ele atuava na campanha como uma espécie de secretário particular.

 

O Brasil perde uma parte do futuro. Eduardo foi quem melhor fez o dever de casa para esta corrida presidencial. Era quem melhor discutia os problemas brasileiros, conhecia as desigualdades nacionais e, com seus 49 anos, tinha um vigor incomparável para esta disputa que começava. Ele tinha convicção de que seria agora, no período da propaganda eleitoral obrigatória, sua grande chance, porque o seu discurso seria o grande diferencial na corrida presidencial. Determinado e corajoso, Eduardo fez, para surpresa de todo o Brasil, a articulação que tornou Marina Silva sua vice-presidente. Enfrentou incompreensões com a determinação de quem sabia o que estava fazendo.

 

O Brasil, hoje, fica com uma interrogação: E o futuro? Quais serão as consequências dessa lacuna que se abre hoje? Sei que não existe o insubstituível, mas a esperança brasileira está órfã.

 

Heráclito Fortes, é ex-senador da República, filiado ao PSB e amigo de Eduardo Campos

Coluna do dia – Mais uma pausa na campanha que mal começou

13/08/2014 - 18:01

saindo de cena eduardo campos

 

Mais uma pausa na campanha que mal começou

A morte de Eduardo Campos deixa um vácuo na política nacional e abre uma cratera no ritmo da campanha em curso. Se já estava morna, sem sal, desanimada, a eleição perdeu mais ainda. Uma morte sempre abala qualquer processo em curso e quando se trata de uma sucessão presidencial, então, eis um verdadeiro campo minado.

O receio dos dois lados verdadeiramente oponentes – petistas e tucanos – é de que qualquer manifestação colocada, neste momento, de forma errada seja prejudicial ou mal interpretada. E tanto Dilma Rousseff como Aécio Neves já anunciaram que cancelaram seus compromissos políticos pelos próximos três dias.

Como quase tudo que acontece no plano nacional se reflete por aqui, é bem possível que estejamos diante de uma pausa forçada aí por pelo menos uma semana. Eduardo Campos será a principal notícia até o sétimo dia, podendo se esticar um pouco mais. No Piauí, não é diferente.

 

Campanha na TV

A propaganda do rádio e da televisão começa na próxima terça, dia 19 de outubro. Começará, certamente, com muitas homenagens ao presidenciável falecido nesta fatídica terça, dia 13 de agosto.

E começará também com uma grande dúvida sobre quem será o candidato sucessor de Eduardo Campos.

 

Marina vai suceder Eduardo?

A coligação do ex-candidato Eduardo Campos tem até 10 dias, pela Legislação Eleitoral, para apontar o nome que o substituirá na disputa presidencial.

Aqui, uma avaliação rápida, superficial e de quem entende um pouco, mas é incapaz de adivinhar.  Marina Silva pode até suceder Campos só que, como é recém-chegada ao PSB, tem pouco mais de um ano, deverá encontrar forte resistência para encabeçar um processo que foi desencadeado pelo ex-governador de Pernambuco e que vinha construindo uma plataforma própria e altamente personificada.

 

Interrompido novo clico na política

Ainda vai demorar, no mínimo, uma década, talvez duas, até que apareça um nome na política que possa representar uma alternativa aos brasileiros frente à polarização petista e tucana no cenário nacional.

A projeção nacional que Eduardo Campos obteve em sua trajetória é admirável e, embora não tivesse o respaldo das pesquisas eleitorais, era atribuído a ele uma fatia significativa do eleitorado 10% que o elevaria à condição de “presidente em potencial”.

 

 

 

Políticos do Piauí cancelam agenda e lamentam morte de Eduardo

13/08/2014 - 17:43

Políticos de todos os partidos divulgaram, através de suas assessoria e ou perfis na redes sociais, manifestações de apoio à família e principalmente de lamentação pela perda do político Eduardo Campos (PSB).

Após se manifestar profundamente abalado com a morte do amigo de faculdade, o ex-governador Wilson Martins viajou para Recife onde deverá participar do velório de Eduardo. O senador Ciro Nogueira (PP) disse que recebeu com perplexidade a notícia do acidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e mais seis pessoas em acidente aéreo nesta quarta-feira.

“Lamentamos com grande pesar a perda de Eduardo Campos, notadamente um líder que estava no auge de sua vida pública e cuja atuação esteve sempre comprometida com o nosso Brasil”, lamentou.

O ex-senador Heráclito Fortes (PSB), candidato a deputado federal, também vai participar do velório em Recife e se disse chocado com a morte de um político jovem que tinha capacidade de unir o país em busca de destinos melhores”, afirmou. Para o presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Themístocles Filho (PMDB), a morte prematura de Eduardo “interrompe uma carreira brilhante de um jovem político de Pernambuco e do Brasil”, afirma.