A fartura no interior

19/07/2014 - 17:51

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O que mais político faz no interior, além de pedir votos? A foto entrega o serviço e fartura à mesa é sempre uma boa pedida nas andanças, encontros, reuniões que concentram políticos de todas as matizes em clima de confraternização, mesmo que estejam em lados opostos nas eleições.

O ex-secretário Magno Pires(PSB) e o ex-predidente do Denatran, Júlio Arcoverde, ambos candidato a deputado estadual, passando bem, durante reunião política em Avelino Lopes, recepcionados pelo prefeito Diógenes que vota em Magno pra estadual e Iracema Portella(PP) para federal.

Coluna do dia -Wellington Dias muda e deixa estilo paz e amor

19/07/2014 - 09:31

Foto Agencia Senado

 

Wellington Dias muda e deixa estilo paz e amor

Algumas considerações ainda merecem ser feitas sobre o debate entre os candidatos a governador do Piauí. Ontem, em nossa coluna diária, falamos do “efeito surpresa que o governador Zé Filho”. Hoje, avaliamos a postura do candidato Wellington Dias (PT) que, mesmo contando com uma vantagem considerável em cima de Zé Filho, que candidato à reeleição pelo PMDB, segundo as pesquisas divulgadas até o momento, assumiu a postura de ataque, partiu para o confronto, fez acusações e deixou de lado o estilo “indiozinho do cabelinho repartidim bem ao estilo paz e amor”. O petista nunca havia feito isso. Sua postura sempre foi atrelada à divulgação de uma campanha propositiva, do tipo não vou baixar o nível e esperar os ataques – como quem sabe que, com a liderança, é mais fácil sair de vítima. Wellington Dias certamente também ignorou as orientações repassadas pelo núcleo duro da campanha, sobretudo na área do marketing eleitoral. Agiu como oposição, como de fato o é, mas não como uma oposição que está com a dianteira e consta como grande favorito no pleito. A justificativa pode até ser o receio de um rolo compressor do “blocão”, juntamente com a máquina estadual, que roda à favor de todo e qualquer chefe do Karnak de plantão. Máquina aqui, frise-se, no sentido de nomeações, inúmeros cargos, poder pulverizado por todo o Estado. Em tempo, a única lembrança que esta jornalista tem de comportamento parecido do senador Wellington Dias foi quando, em 2002, no último debate antes das eleições, o petista apresentou ao vivo um comprovante de saque milionário de conta da Agespisa, na boca do caixa, e a fez a denúncia de que o então candidato à reeleição, Hugo Napoleão, se beneficiaria com as malas de dinheiro.

 

Wellington não poderá contar com Dilma

Outro ponto a ser avaliado e considerado, indiscutivelmente, pelo candidato Wellington Dias é que, nem de longe, as eleições de 2014 lembram a consagração do PT em 2002. À época, com Lula candidato à presidente, uma verdadeira onda vermelha se espalhou pelo país, beneficiando correligionários como Dias e aliados nos estados.

Mesmo com toda força, poder e prestígio, além da preferência disparada do eleitor piauiense pelo ex-presidente Lula e por tabela à Dilma Rousseff, esta onda não terá mais a mesma força para varrer facilmente os adversários que o PT encontrar pelo caminho.

A presidenta na última pesquisa Datafolha viu, pela primeira vez, uma ameaça concreta ao propósito da reeleição. Pelos números, Dilma ganha no primeiro turno, mas aparece empatada com Aécio num eventual segundo turno.

 

 

Candidatos no interior

Durante a semana os candidatos ao Governo priorizaram agenda na capital e aos finais de semana se deslocam para o interior, aproveitando o clima de grandes eventos, como a ExpoCorrente e festejos nos municípios.

Não é sem propósito que permanecem em Teresina nos dias úteis. Antes que a campanha entre num ritmo mais intenso, estão aproveitando para fazer gravações do programa eleitoral gratuito que entra na programação das emissoras de televisão e rádio no período de 19 de agosto a 02 de outubro.

 

O trabalho do terceiro turno

Já se falou aqui do trabalho intenso das assessorias jurídicas das coligações para encontrar brechas que possam criar problemas, ganhar espaço na mídia…enfim, tentar impugnar e tirar opositores do páreo.

A última partiu da Coligação “Piauí no Coração”, do governador Zé Filho, que acusa Wellington Dias (PT) de usar site institucional do senador para promoção das ações de campanha. Pediu a cassação dos registros de Wellington e da vice Margareth Coelho.

 

Aécio e Eduardo, juntos no Piauí e em outros 10 estados

18/07/2014 - 17:43

O senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, e o ex-governador Eduardo Campos, postulante do PSB, travam disputa acirrada pelo protagonismo nas 10 campanhas estaduais onde seus partidos estão coligados.

A dinâmica das eleições deste ano desobedece completamente o que reza a cartilha das alianças federais. Basta ver que também o PMDB está em palanques da oposição nos estados, não vamos longe, aqui mesmo no Piauí, o governador Zé Filho que é do partido do vice de Dilma, o PMDB, declarou apoio ao tucano Aécio.

Adversários diretos por uma vaga no 2º turno na corrida ao Planalto, eles foram obrigados, em nome das conjunturas locais, a aceitar que aliados abrissem espaço igual para ambos nos palanques regionais. O caso de Santa Catarina é um exemplo bem parecido com o do Piauí. Lá,  Paulo Bauer é candidato do PSDB ao governo e tem o apoio do dois candidatos à Presidência com uma chapa que leva Paulo Bornhausen, candidato do PSB ao Senado.

Aqui a tríade é PMDB, PSDB e PSB, Zé Filho, Silvio Mendes e Wilson Martins. O tucano e o socialista também estão em barcos parecidos no Maranhão, São Paulo, Pernambuco e outros estados.

Wilson Martins, o contra-ataque

18/07/2014 - 16:34

 O ex-governador Wilson Martins incorporou mesmo o discurso de oposição ao Governo Federal, seguindo o exemplo de Zé Filho, candidato à reeleição. Mesmo com candidatos a presidente diferentes, ambos têm insistentemente colocado em reuniões políticas que a situação de atraso do Estado deve-se, quase que absolutamente, ao descaso do Governo Federal.

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Nesta semana, por exemplo, acompanhado de tucanos em reunião de bairro na capital, o candidato a senador chegou a colocar para os presentes que “Fiz com recursos do tesouro estadual quatro mil quilômetros de estradas, mesmo com o Governo Federal tendo retirado R$ 40 milhões do Piauí. Um dinheiro que era nosso”. Wilson se referia a recursos da Cide, que Governo Federal cancelou e que o Piauí recebia R$40 milhões por ano.

Ah, um detalhe importante: nem Zé Filho, nem Wilson Martins citam nomes quando se referem ao Governo Federal. Uma estratégia inteligente porque é sabido por todos da paixonite aguda do povo piauiense à Lula e por tabela à Dilma Rousseff.

Número de indecisos é decisivo nas eleições presidenciais

18/07/2014 - 15:32

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A eleições de 2014 ainda vão começar. É que o processo está atrasado e a premissa se confirma pelo grande número de indecisos – 14 milhões de brasileiros não sabem em quem votar nas eleições de outubro próximo. Número suficiente de eleitores para virar o jogo ou consolidar a liderança de qualquer candidato.

A concentração do número de indecisos está nas regiões sul e sudeste. O que não se justifica a alegação de desconhecimento dos candidatos, vez que os dois melhor posicionados são representantes destas regiões.

Para se ter uma ideia, este número é próximo da vantagem obtida pela presidenta Dilma Rousseff nas eleições de 2010 em cima do candidato Aécio Neves.

Há quem credite este grande número de indecisos ao pouco interesse nas eleições por conta da realização da Copa do Mundo no Brasil. É como se, de fato, o processo eleitoral começasse somente na próxima semana. Esta é a da ressaca moral.

Nova pesquisa Datafolha confirma liderança de Dilma e empate com Aécio num eventual segundo turno

18/07/2014 - 14:23

 

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Mais uma rodada de pesquisas do Instituto Datafolha, divulgada ontem e realizada uma semana depois do final da Copa do Mundo, revelou poucas mudanças no cenário nacional. A presidenta Dilma Rousseff (PT) marcou 36% da preferência do eleitorado, Aécio Neves (PSDB) tem 20% e Eduardo Campos (PSB) 8%.

Em referência com a pesquisa anterior, Dilma oscilou na margem de erro caindo de 38% para 36%. O tucano manteve 20% e o socialista, também na margem de erro saiu de 9% para 8%.

A novidade no levantamento feito foi com relação ao segundo turno. Isso porque o instituto fez a simulação de dois cenários e pela primeira vez foi apontado um empate técnico entre Dilma (44%) e Aécio(40%), com uma vantagem de quatro pontos para a petista.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios, nesta semana, e está protocolada no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro BR-00219/2014.