Coluna do dia – A campanha sem água com açúcar

01/07/2014 - 08:33

Blog Elisabeth Sá água com açucar


A campanha sem água com açúcar

Confirmado em convenção, na tarde de ontem, o apoio do Partido da República a Wellington Dias. E numa convenção o clima é sempre de muita animação, empolgação, discursos inflamados e ataques. Pois bem, o senador revelou ontem que não vai fazer campanha água com açúcar e o estilo indiozinho do cabelim repartidim paz e amor ficou no passado. O petista devolveu a Zé Filho o ataque desferido, no mesmo lugar, no plenarinho da Assembleia, horas antes, o governador disse que “piauiense não é caranguejo”. E devolveu em tom moderado, com toda a classe, que gestor no comando não tem que reclamar do passado, tem que fazer. Em outros tempos, Wellington Dias soltaria um “eu perdoo”. Também não deve ir muito além disso, pois além de não ser o seu perfil, os números não justificam um destempero verbal já neste início de campanha.

 

 

 Zé pra todo lado

Agora candidato à reeleição, quando citado, lembrado ou chamado em eventos públicos o que mais se ouve não é  Zé Filho, não é José. É Zé. Só isso.

Olha o marketing funcionando aí.

 

 

Balde de água fria

A escolha do vice de Aécio Neves foi comemorada com rojões de alto poder de fogo pela cúpula dilmista.

O tucano segue sem aliados de peso ou mesmo aliança que justifique uma ameaça à campanha de reeleição da presidenta

 

 

Bem que tentou

O senador Ciro Nogueira bem que tentou evitar o desembarque do PP na campanha de Paulo Skaf, em São Paulo.

A sigla já tinha creditado apoio, em ato solene, a Alexandre Padilha, do PT, de quem Ciro é amigo pessoal.

 

 

Tudo como antes

Expectativa para logo mais a definição do Supremo Tribunal Federal e o voto do Ministro Joaquim Barbosa com relação à modulação dos efeitos da decisão aplicada às ações que discutem o tamanho das bancadas na Câmara Federal e Distrito Federal.

O blog arrisca mais um palpite de que tudo permanecerá como antes.

 

 

 Insegurança jurídica

O Brasil precisa mais do que nunca de uma Reforma Política. A cada eleição (majoritária, sobretudo) novas regras são discutidas, impostas, questionadas, enfim. Uma insegurança jurídica sem precedentes que acaba por gerar um mercado paralelo e de difícil compreensão aos seres comuns, sem o poder Supremo.

 

 

Blá, blá, blá

Enquanto isso, as instituições fiscalizadoras malham em ferro frio. O Ministério Público Federal, através da Procuradoria da República, reúne a imprensa e partidos políticos com o intuito de repassar orientações gerais sobre as eleições do pleito que se aproxima.

Será nesta quarta, dia 02, na sede da Procuradoria.

 

 

Alô, alô

Aí, como a Procuradoria da República, o Tribunal Regional Eleitoral coloca no ar os telefones do Disque Eleições e dá sua contribuição nas eleições. Uma ótima iniciativa e que ao final será apresentado um balanço com o número de denúncias feitas.

Sim, e aí ?

 

 

Chegamos em julho

Ainda é Copa, estamos em ritmo de férias escolares e a campanha eleitoral já começou. O ano não passa. Voa.

Daqui uns dias estamos desejando Feliz Natal.

 

PSD fecha aliança com tucanos

30/06/2014 - 14:27

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Coligação proporcional. Das grandes dúvidas que consomem os bastidores da política no Piauí desde a última sexta-feira (27) quando foram realizadas as convenções do PMDB, PSB,PSDB, PDT e mais 15 partidos da base aliada. Hoje, finalmente, uma definição; PSD fechou aliança proporcional com os tucanos e ficam de fora dessa aliança PMDB e PSB. O deputado estadual Antonio Félix (PSD) confirmou a coligação proporcional dos dois partidos.

O governador Zé Filho foi chamado para tentar resolver o impasse que se formou entre PSB e PMDB, mas nada surtiu efeito. O PSB mantém a posição de sair sozinho com os seus 22 candidatos a deputado estadual. Apenas poderá haver mudanças, mas isso não é certo, caso a decisão de amanhã no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal); sobre a redução das vagas venha a ser favorável ao Piauí; ou seja, se as 30 vagas permanecerem é que alguma coisa pode avançar, enquanto isso o PMDB segue com o direito de reclamar.

Zé Filho diz que piauiense não é caranguejo

30/06/2014 - 12:27

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“Aqui ninguém é caranguejo”. É com frases de efeito deste tipo e com este tom que o governador Zé Filho abriu o discurso, na manhã desta sexta, no plenarinho da Assembleia Legislativa, onde aconteceu a Convenção do Partido Trabalhista Cristão.

O governador fez um discurso duro, mas ao mesmo tempo marcado pelo otimismo. Criticou o principal adversário, o senador Wellington Dias, e disse de forma indireta, sem citar nomes, que o Piauí não pode voltar atrás para “aqueles que tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram. Tiveram todas as oportunidades”.

Assim como os demais presentes, em todas as suas falas, a convenção da última sexta-feira, dia 27, foi citada como o ponto de partida das eleições e a capacidade de reunir o maior número de partidos no mesmo palanque.

“Nós vamos ganhar esta eleição, eu não tenho dúvidas disso. E serei grato a todos os partidos que estão conosco nesta jornada”, concluiu Zé Filho.

Fim da esperança petista

30/06/2014 - 09:18

Quando o  presidente estadual do PCdoB,deputado federal Osmar Júnior foi chamado às pressas pela direção nacional, acendeu a luz verde na aliança PT/PP/PTB. O fato ocorreu logo após o anúncio do governador Zé Filho (PMDB) de que apoiaria a candidatura tucana à presidência. A esperança era de que com o chamamento nacional o PCdoB do Piauí voltasse a ser aliado do PT no Piauí.

PCdoB

Ontem, no entanto, o partido oficializou o apoio a reeleição de Zé Filho, mantendo o apoio nacional à presidenta Dilma. No Piauí, os comunistas estarão no palanque que o PMDB divide com o PSDB, acabando assim com as esperanças do senador Wellington Dias de que o seu aliado de muitas eleições voltasse.

Dos males o menor para o ex-aliado petista nas últimas três eleições: Osmar Júnior confirmou que fica com Zé Filho,mas é Dilma desde criancinha.

Os suplentes de Wilson Martins

28/06/2014 - 10:56

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O ex-governador Wilson Martins tem como primeiro suplente o vereador Coronel Edvaldo Marques. A segunda suplente é do PSDB, a ex-deputada federal Mirian Nogueira.

O prefeito Firmino Filho intermediou o convite feito pelo socialista.

A foto de Dona Miriam foi durante a convenção do PMDB, nesta sexta, dia 27, no Theresina Hall.

Coluna do dia – Duas convenções e uma decisão

28/06/2014 - 09:54

Duas convenções e uma decisão

Uma movimentação curiosa e que vai, com certeza, gerar muitas especulações e dúvidas a partir de agora. Uma movimentação que já ganhou, de cara, a forma de boataria. Uma movimentação silenciosa, mas que deve ter seus reflexos sentido já nos primeiros dias de campanha eleitoral. Essa movimentação foi vista e ouvida, ontem, por poucos. Mas, curiosos como o blog, perceberam o pra lá e pra cá de políticos do interior entre as duas convenções realizadas em Teresina – do PMDB e do PT.

Vereadores, suplentes, prefeitos, políticos tradicionais, aliados, ex-coligados, não interessa. O espetáculo show das duas convenções foi vista por todos que queriam ver de perto a largada oficial para o pleito de outubro próximo. Queriam sentir, ver para crer e avaliar qual o melhor a  caminho seguir. A melhor decisão a ser tomada. Afinal de contas, estavam todos do mesmo lado até bem pouco tempo. Pouquíssimo, pra ser mais preciso.

O que mais ouvimos de ontem pra hoje é que as duas convenções foram importantes para os dois lados. E se existiam dúvidas do poder de fogo numa conjuntura com 18 partidos, essas foram tiradas. E se tinham dúvidas com relação à capacidade de mobilização mesmo com menor grupo político, estas também foram tiradas. As impressões contam a favor e contra para os dois lados, bem ao gosto do freguês.

É por isso que os próximos dias são fundamentais não só para os últimos acertos públicos, mas também para começarem as costuras de bastidores que podem e devem, realmente, mexer com muitas pedras.

 

Fala, Wilson

A confusão está grande na base governista em torno das coligações proporcionais. Tem haver, claro, com a decisão do Supremo a ser conhecida na próxima semana. Mas, é fato que o PSB se organizou, tem um maior número de candidatos a deputado estadual  (22 nomes) e seria um empurrão e tanto na coligação. Agora, diante do impasse jurídico, não querem servir de escadinha pra ninguém. O deputado Wilson Brandão é o interlocutor do imbróglio.

 

Fala, Zé

Poucos viram e sabem da confusão na hora da convenção do PMDB. Mas, ela foi grande e com promessa de racha na coligação.

Ou o governador Zé Filho entra na parada ou o angu desanda.

 

Teoria da compensação

Na outra ponta, o PMDB alega que segue com sete candidatos a deputado pra federal. O que seria um empurrão grande, somando-se aos três do PSB, compensando a ausência de candidato tucano pra fazer legenda e garantir em tese as cadeiras de aliados, por exemplo, do PCdoB.

 

Compasso de espera

O PT lança a candidatura de 25 deputados, sendo 18 candidatos a estadual e 7 a federal. A coligação de oposição foi dividida, em dois blocos. Para deputado estadual, somarão os votos de PT, PP, PTB, Pros e PR. Pra federal, tudo junto. Os demais aliados, os nanicos, correm por fora com outro bloco.

 

Mentiras e boatos

Bem que a presidenta Dilma disse que esta seria a campanha das mentiras e boatos. No Piauí, começou dentro de casa. Até hoje tão esperando aparecer o boateiro que disse que a convenção do PT seria adiada para a outra semana.

O deputado federal Assis Carvalho chegou a dizer que a polícia tava na cola e iam apresentar, ainda ontem, na convenção, o nome e o mentor do feito.

 

Inflacionaram o mercado

A presidente do PT Regina Sousa revelou que até tentou contratar alguns ônibus para fazer o transporte de eleitores até o Atlantic City, local da convenção do PT, mas sua procura não deu muito certo.

“Inflacionaram o mercado. Ficou muito caro”, explicou.

 

Corpo presente

A deputada estadual Liziê Coelho esteve na linha de frente na convenção do PT, ontem, no Atlantic City. E não era de todo uma estranha no ninho. Muitos questionam a posição da deputada em função das atividades do ex-prefeito Luís Coelho, seu marido, que é um dos chefes no Palácio de Karnak.

 

Time da torcida

O que tinha de especialista em política falando que a convenção do PMDB parecia com as convenções americanas…tá longe, viu!