Coluna do dia – Candidatos ao Governo na propaganda eleitoral

20/08/2014 - 06:02

 

Programa eleitoral gratuito

 

Candidatos ao Governo na propaganda eleitoral

A propaganda do rádio e da televisão teve início, nesta terça, com forte impacto em todos os veículos de comunicação e redes sociais. Era o esperado e deu novo ritmo à campanha presidencial. Para hoje, são aguardados os programas eleitorais dos candidatos aos governos estaduais.

No Piauí, como o blog tem pregado há dias, uma grande expectativa com relação à qualidade do material a ser apresentado, bem como a repercussão que terá em todo o estado, ainda quase sem campanha, como se uma reação em cadeia. É o esperado e desejado por muitos políticos, uma vez que o processo foi meio que propositalmente retardado.

Não custa lembrar, também, que é grande a expectativa em função da qualidade a ser apresentada nos programas eleitorais pelos dois principais candidatos – Wellington Dias e Zé Filho. A partir de hoje, a eleição toma dois caminhos, com reações duvidosas para cada campo ótico envolvido no processo: consolidar a fatia para o petista e provocar a virada para o peemedebista, respectivamente.

E é bem isso mesmo, acrescentando-se a este cardápio o acirramento dos ânimos e uma intensa agenda eleitoral na capital e interior.

 

Campanha segue o ritmo toma lá, dá cá

Primeiro Wellington Dias anunciou que iria retomar com força programas voltados para a agricultura rural e citou o Seguro Safra, bancado pelo Governo Federal, que anda capenga no Piauí. Foi o suficiente para Zé Filho dizer que o senador petista tem feito terrorismo e garantiu que os recursos do programa já estão assegurados e em caixa.

Ontem, mais uma vez, Wellington Dias futuca onça com vara curta. E, bem ao seu modo, “sem querer, querendo”, disse que encontrou ambulantes no sul do estado, reclamando de arrocho fiscal, mais precisamente, “do rigor da fiscalização nos postos de arrecadação”.

 

As voltas do mundo

Gente, sem preconceitos. Só mesmo uma observação pertinente e de quem acompanha a política há alguns anos, mas achou estranhíssimo ver o número 15, bem grande, ao lado do deputado federal Hugo Napoleão na propaganda eleitoral gratuita.

 

Átila Lira no programa eleitoral

Não é à toa que o deputado federal Átila Lira é o mais lembrado segundo algumas em pesquisas de intenção de voto. Ontem, no programa eleitoral gratuito, o deputado apresentou seu trabalho numa programa elogiável e que deixou os demais, assim, no chinelo.

Vai dar trabalho e dificilmente alguém vai tirar o homem de lá, da Câmara Federal. E o PSB tem que apostar muito, muito alto para eleger a trinca Átila Lira, Heráclito Fortes e Rodrigo Martins.

 

Diga ao povo que fico

Quase isso ou assim o desfecho da negociação para que o ex-prefeito de Pimenteiras, Nonato Marreiros, se decidisse por continuar na base de apoio do governo Zé Filho.

Depois de anunciar que seguiria para o grupo do senador Wellington Dias, uma vez que fora esquecido depois que deixou a diretoria da Agespisa, lhe foi oferecida a ADH. Nonato ainda demorou, mas aceitou o convite.

 

O vice de Marina

Confirmada como candidata pelo PSB, Marina Silva entrou muda e saiu calada de todas as cenas públicas, até ontem, quando da Missa de Sétimo Dia de Eduardo Campos.

Para esta quarta, é aguardada o anúncio da substituição e a escolha de seu vice – o deputado Beto Albuquerque – também socialista, do Rio Grande do Sul.

Beto Albuquerque é candidato a senador e não obteve um bom desempenho nas pesquisas até o momento. Pesou a seu favor a ligação com Eduardo Campos.

 

Ficha limpa barra 497 candidaturas

Pouco se falou sobre o assunto nestas eleições, como se fosse o prenúncio do desinteresse da população sobre a campanha e seus candidatos. Mas, é fato e a Procuradoria Geral da República anunciou, ontem, o balanço com o trabalho do Ministério Público Eleitoral em que 4,1 mil candidaturas foram impugnadas.

Destas, 497 candidatos esbarram na Lei da Ficha Limpa.

O primeiro programa eleitoral na TV

19/08/2014 - 17:54
Aecio

Vamos nos limitar aqui às comparações entre o programa de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), uma vez que o PSB apenas fez uma homenagem, como esperado, ao ex-candidato Eduardo Campos e ainda não apresentou Marina Silva, oficialmente, como sua substituta.

Primeiro dizer que ambos fizeram um excelente material publicitário, alto padrão, como era de se esperar, e com imagens que apresentaram a diversidade do povo brasileiro e a grandiosidade do nosso país. Aécio Neves fez logo na abertura uma  homenagem a Eduardo Campos, Dilma entregou a tarefa para Lula que lembrou os laços de amizade e disse que o tinha como um filho.

dilma
O primeiro programa eleitoral também revelou um pouco de como será o tom da campanha. O tucano largou batendo, de leve, mas batendo e criticou os últimos quatro anos de governo, enquanto Dilma pediu mais quatro para ter um segundo mandato melhor. Lula também disse que teve um segundo mandato muito melhor do que o primeiro, reforçando a tese defendida de que para avançar mais precisam continuar com os programas e para “ninguém querer aparecer inventando a roda”.

Zé Filho aparece em programa de Dilma Rousseff

19/08/2014 - 13:41

Zé Filho no programa de Dilmaimage

 

O governador Zé Filho teve direito a participação, com relativo destaque, quando a presidenta Dilma Rousseff anunciou as duas coisas mais lhe comovem como presidente da República e vale a pena todos os grandes desafios que encontra, diariamente, no comando do país.

Enquanto Dilma afirmava que o primeiro é a entrega dos diplomas na solenidade de formatura do Pronatec, quando um dos formandos representa a turma, a imagem de Zé Filho aparecia ao lado, todo feliz, quando ainda era aliado da presidenta.

Por essa, imagino, nem mesmo o governador Zé Filho esperava. E o senador Wellington Dias deve estar se perguntando até agora “como deixaram passar essa imagem?”.

 

Os compromissos do PSB

19/08/2014 - 11:30

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  A assinatura de uma carta compromisso, cobrada pelo PSB á Marina Silva é o mínimo que o partido pode fazer e demonstra que o mesmo está crente nas chances reais da ex-ministra . Vejamos, Marina pediu abrigo provisório ao PSB e pretende dar continuidade a criação do seu partido, a Rede.

Sedo assim, na pior das hipóteses, ela pegará o fôlego que a sua participação na disputa deste ano lhe dará para dar continuidade ao seu projeto. E como fica o PS? Nada mais natural que as lideranças do partido queiram garantir que dado a Marina sua estrutura partidária ela lhes devolva com apoio na eleição de seus quadros.

E na melhor das hipóteses, com Marina sedo eleita e mesmo assim deixando o PSB é preciso garantir que os compromissos firmados com os segmentos que apoiam o partido sejam cumpridos e que o projeto de Marina não interrompa o projeto socialista. O medo é perfeitamente compreensível, o jogo mudou. O partido confiava totalmente em Eduardo, acolheu mas nunca confiou totalmente em Marina.

O primeiro programa eleitoral no rádio para presidente

19/08/2014 - 09:32

 

 

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O primeiro programa eleitoral gratuito no rádio, que foi ao ar hoje pela manhã, não trouxe muitas novidades. A presidente Dilma Rousseff contou com a participação do ex-presidente Lula para defender as conquistas do Governo Federal, sob o comando do PT, há 12 anos. O tucano Aécio Neves, senador por Minas Gerais, dialogou com o personagem ‘Mineirinho’.

E o PSB mantém o clima de suspense sobre os rumos do partido. A sigla abriu o bloco da propaganda no rádio e se limitou a homenagear o ex-candidato Eduardo Campos e Marina Silva, que deve ter o nome confirmado como cabeça de chapa, não falou.

No programa do rádio, a presidente Dilma fez um “bate bola” com Lula, um a conversa descontraída em que o texto priorizou a melhoria na qualidade de vida das pessoas e uma campanha de alto nível, com proposição ideias.

Aécio Neves foi entrevistado pelo personagem “Mineirinho” e fez exatamente um contraponto à participação do PT, questionando os problemas do Governo, o reflexo na vida das pessoas e batendo tecla de que as pessoas perderam a confiança na capacidade do governo de mudar.

Coluna do dia – Marina substitui, mas não preenche vácuo deixado por Eduardo Campos

19/08/2014 - 05:40

 

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Marina substitui, mas não preenche vácuo deixado por Eduardo Campos

Indiscutivelmente, a primeira consequência com a aclamação de Marina Silva é a certeza do segundo turno. E, a partir daí, saber quem disputará com Dilma Rousseff o comando do país.

A questão é que Aécio Neves conta com melhor estrutura partidária, sim, e isso deve ser considerado num primeiro momento. Em segundo plano, vale ressaltar que esse sentimento de comoção que tomou conta do país e já se reflete em votos pró-Marina Silva tem prazo de validade. Mesmo com esta chama sendo reascendida em atos políticos, no programa eleitoral, pela família, enfim, não se sustenta.

Morre o homem, nasce o mito. Mas, Marina não é Eduardo Campos. E também como já foi dito aqui não preenche a lacuna deixada pelo mesmo. Longe disso. Limitada por convicções políticas e pragmatismo em suas relações.

Por estes e outros tantos motivos, o blog acredita que Marina não preenche vácuo deixado por Eduardo Campos na política brasileira. Mesmo com a sustentação de seu nome em substituição a Campos na chapa majoritária e que já apareça melhor que Aécio Neves em pesquisas, ela não tem viabilidade eleitoral frente ao duelo travado por petistas e tucanos nos últimos 20 anos.

A menos que Marina Silva faça, por exemplo, como o ex-presidente Lula em 2002 e dê uma repaginada em tudo. Sinceramente, neste momento, o blog não acredita que Marina tenha o perfil para fazer e exercer com êxito este papel.

 

Marina avança sobre indecisos e votos nulos ou em branco

A pesquisa Datafolha divulgada, nesta segunda-feira, tem muitos dados a serem levados em consideração. Entre eles, que o avanço de Marina Silva se deu, sobretudo, entre os eleitores que pretendiam votar nulo ou branco – antes eram 13% e agora somam 8%. Outra parte do incremento substancial na candidatura do PSB vem dos eleitores que estavam indecisos. O Datafolha diz que este número caiu de 14% para 9%.

Esta análise se deve exatamente porque as intenções de voto para Dilma Rousseff e Aécio Neves não sofreram alteração no cenário – nem pra mais, nem pra menos – considerando a margem de erro, com o desaparecimento de Eduardo Campos.

 

Avaliação positiva do Governo Dilma aumentou

Pouco se comentou a respeito, mas um dado chamou atenção do blog. É que o ingresso de Marina Silva se dá justamente num bom momento para a candidata à reeleição Dilma Rousseff. Muito se falou sobre os efeitos da Copa, mas à época a avaliação dos brasileiros que consideravam o Governo ótimo e bom, em julho, chegou a 35,32%. Agora, este número chega a casa dos 38%.

Além disso, a taxa de rejeição de Dilma oscilou para baixo (35% para 34%) e as intenções de voto espontâneas com seu nome oscilaram positivamente de (22% para 24%).

 

Encontro de avaliação de campanha

A agenda do governador Zé Filho prevê, nesta terça, já no finalzinho da tarde, uma avaliação de campanha, juntamente com o ex-governador Wilson Martins, candidato ao Senado, e o ex-prefeito Sílvio Mendes, que é candidato a vice do peemedebista e o prefeito de Teresina, Firmino Filho.

Sei, não. Mas, esse é o tipo de compromisso que não se divulga. Então, o que estaria por trás disso? Mente fértil…

 

Wellington Dias anuncia muitas adesões

O blog tem dito, desde a semana passada, que é chegado o momento para algumas definições de políticos, sobretudo, os do interior do Estado. E o senador Wellington Dias é quem mais tem feito a divulgação de novos reforços para a sua campanha. E foi bem no coração de Wilson Martins, ao citar lideranças da cidade de Santa Cruz do Piauí e de Wall Ferraz, como os ex-prefeitos Alcides Neto (PP) e Jurandir Martins (PTB).

Wellington Dias repassou, ainda, através da assessoria, que conta com o apoio do prefeito de Simplício Mendes, Heli Moura, do PSD, da vice-prefeita Edmary Varão, e dos veradores vereadores Ney Moura Fé (PP), Tenor (PDT) e Wellington (PDT). Em Altos, o petista é quase uma unanimidade entre os políticos do município. Além da prefeita, Patrícia Leal, que é do PSB de Wilson Martins, conta com o apoio de quase todos os vereadores. O único contra é o vereador Toni Rodrigues. Também anunciou apoios em Jaicós e Palmeirais.

 

Zé Filho acusa Wellington Dias de terrorismo político

Durante discurso, em São Raimundo Nonato, o governador Zé Filho lamentou o que ele chama de “terrorismo político promovido por Wellington Dias”. É que chegou ao candidato a informação de que o time adversário espalhou o boato de que o programa bancado pelo  Governo Federal deixaria de atender os produtores rurais.

O peemedebista pediu uma campanha limpa e garantiu que os agricultores piauienses vão receber o Seguro Safra. “A oposição aumentou os boatos depois que comecei a subir nas pesquisas. Não existe o menor risco de o Piauí ficar sem o Seguro Safra. Nós já estamos com o dinheiro, o recurso já está garantido”, disse o governador.

Daqui a pouco, não vai demorar, vão começar os boatos de que o Bolsa Família vai acabar. Eita, pobreza!!!