Coluna do dia – Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

09/07/2014 - 09:19

 

derrota seleção blog elisabeth

 

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

 

A frase do título deste editorial foi dita pela presidenta Dilma Rousseff logo depois do desastroso jogo da seleção brasileira. E começamos assim nossa análise, lembrando que há poucos dias o instituto Datafolha relacionava alguns pontos positivos e que tiveram reflexo na campanha de reeleição da presidenta. A ressaca moral é forte nesta quarta, mas será que terá algum eco nas eleições de outubro próximo? Militantes pró-Dilma lembram que em 1950, quando o time brasileiro perdeu para o Uruguai, não houve qualquer influência e em poucos dias ninguém mais lembrava a derrota e da Copa em si. A oposição caiu em campo, ontem, mesmo através das redes sociais. O que mais se viu era que o país não se resume a um jogo e que, em outubro, não se escolherá um time e, sim, alguém que não vai levantar uma taça, mas que pode erguer um país. O senador Aécio Neves, candidato do PSDB, por exemplo, disse que “o resultado em campo não depende do povo, mas o resultado nas urnas só depende de vocês”. O fato é que, se serviu para levantar pontos para Dilma, a maior derrota da história do futebol brasileiro não derruba?

 

Vai entregar a taça

 

Mesmo sem ter nenhuma participação no jogo da seleção brasileira em si, é preciso que a equipe da presidenta avalie bem a condução deste processo nos próximos dias. A confirmação, por exemplo, de que Dilma Rousseff vai entregar a taça ao grande campeão da Copa do Mundo pode render novas vaias, novos capítulos.

Este ponto também foi analisado pela Datafolha e, pasmem, as vaias se reverteram meio que positivamente para Dilma, segundo alguns analistas. Vai entender.

 

 

A Copa das Copas

 

O que o Brasil não pode é perder o “espírito da Copa” de quem fez um belíssimo espetáculo esportivo, soube receber milhares e milhares de estrangeiros e realizou a quase unânime “Copa das Copas”.

Além disso, como disse o Felipão, ainda tem jogo no sábado. E,quem sabe, um terceiro lugar de consolação.

 

Camisas brasileiras em promoção

 

Logo após a derrota ontem, não demorou muito. Os sites de compras colocaram em promoção as camisas oficiais da seleção brasileira. De R$ 229,00 pode-se comprar já por R$ 140,00. Ou até mais barato.

 

Zé Filho posta mensagem de apoio na rede

Dos candidatos piauienses nas eleições de outubro, apenas o governador Zé Filho postou uma frase  com mensagem de apoio após a derrota da seleção brasileira: “As vezes é preciso perder para vencer”.

 

 

 

Heráclito Fortes: saudade do Congresso e depressão

08/07/2014 - 11:00

Piauí 94

Nostálgico. Foi assim que se definiu o senador Heráclito Fortes (PSB) em matéria da edição mais recente (nº94) da Revista Piauí, que já está nas bancas. O ex-senador e candidato a deputado federal fala sobre os quatro anos que ficou afastado do Congresso,depois de 30 anos de vida pública. A entrevista foi concedida em São Paulo à repórter Malu Delgado.

“Fiquei um ano na fossa. Comecei a cuidar de um neto, depois de outro”, contou, relembrando a derrota de 2010. A distração com a família, porém, durou pouco. “Três meses depois começaram a achar que eu tinha que voltar. Me viam muito triste.” Decidiu então montar um escritório em Brasília. “Não era para fazer negócio. Era para sair de casa para não brigar com a mulher”, afirma o ex-senador em trecho da entrevista.

Na entrevista o ex-senador também fala sobre o dia em que teve a certeza de que o ex-presidente Lula decidiu enterrá-lo politicamente, 15 de agosto de  2007. Quando ele subiu à tribuna do Senado e informou que acionaria o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para suspender a campanha publicitária do Banco do Brasil que ainda seria lançada nos dias seguintes. Sacudindo o corpanzil, acusava a propaganda – cujo título era “Decida pelo 3” – de passar mensagem subliminar de apoio ao terceiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Governo acata determinação e retira placas

08/07/2014 - 10:24

Não adiantou nada o Governo do Estado optar pelo brasão oficial como sua marca de divulgação. O Ministério Público Eleitoral determinou a retirada, o que é péssimo porque representa custo e não deixa de dar um sentimento de frustração. O gasto para elaborar, produzir e publicar é alto. Agora vai ter que ser apagado.

Foto:Cidadeverde.com

marco aurelio adao

A tese do MPE é de que, mesmo tratando-se de um brasão, a frase “Governo do Piauí trabalhando” deixa uma mensagem subliminar e pode configurar possível ilícito eleitoral.

O prazo para retirada do material publicitário é de cinco dias. O governo do Estado, através da Coordenadoria de Comunicação Social, afirma que cumprirá a determinação.

Coluna do dia – Indefinições e traições

08/07/2014 - 08:02

 

traição política blog elisabeth sá

 

Se falou aqui ontem da posição “em cima do muro” de muitas lideranças, sobretudo, do interior do Piauí. Ontem, porém, começou uma nova etapa também esperada e até anunciada – a das traições. O jogo político tem disso e muito mais. Às vezes são “bombas de efeito moral”, “com efeito imediato” ou “efeito retardado”. O fato é que num primeiro momento, quando se anuncia adesões, como fez o governador Zé Filho nesta segunda-feira, dia 07 de julho, algumas avaliações podem ser feitas. A primeira é pelo simbolismo. Zé Filho fez uma grande convenção que impressionou pelo número de participantes, mas teve um impacto maior em função do grande número de políticos reunidos no mesmo palanque e com a mesma causa. Segundo que deixou para o primeiro dia de campanha o anúncio das adesões de quatro prefeitos à campanha de reeleição – dois do PT e dois do PTB. Terceiro: Zé Filho continua muito atrás do senador Wellington Dias nas pesquisas de intenção de voto e ainda assim é o que tem divulgado um clima de otimismo. Então, o que justificaria, neste momento, esta conjuntura ? A máquina ? Dinheiro ? A estrutura ? Não faz muito sentido. Até o dia das eleições só restam três meses. E vale lembrar que do outro lado não tem criança na política. Os adversários de Zé Filho são três senadores da República – Wellington Dias, Ciro Nogueira e João Vicente Claudino – que fazem parte do Governo Federal e estavam até outro dia na composição estadual.

 

Wellington Dias não teme máquina

O senador Wellington Dias fez, ontem, o primeiro ato de campanha com uma grande caminhada no Dirceu. O clima também era de muito otimismo entre os correligionários e aliados como  a candidata a vice, Margarete Coelho, e o candidato a senador Elmano Férrer.

Wellington Dias tem dito que fará uma campanha pé no chão, limpa e que não teme a máquina pública.

 

O puxador

Não se sabe se capitaneados por ele, mas é fato que o deputado João Mádison está com a bola toda com Zé Filho. Ontem, estava ao lado do governador quando das adesões dos prefeitos do Médio Parnaíba que estavam no time adversário.

 

Piada pronta

Pela declaração de bens dos candidatos ao Governo do Estado se vê que os políticos não levam mesmo a prestação de contas a sério desde o início da campanha. Candidato como Mão Santa dizer que tem patrimônio equivalente à R$ 19 mil…

Se duvidar, até seu salário de ex-governador com alguns penduricalhos é maior que isto.

 

O que é pior?

Sinceramente, não sei o que é pior. O político fingir na hora de prestar contas e o Ministério Público, a Justiça Eleitoral, enfim, fingir que acredita.

 

Dinheiro é vendaval

Entre as dez campanhas mais caras declaradas à Justiça Eleitoral no país, três estão em São Paulo. Serão as de Paulo Skakf (PMDB), Alexandre Padilha (PT) e Geraldo Alckimin (PSDB) com gastos previstos na ordem de R$ 95 milhões, R$ 92 milhões e R$ 90 milhões, respectivamente.

 

Puxa e encolhe

Bastante criticada a decisão do Ministro Joaquim Barbosa anunciada ontem de deixar para agosto a sua saída definitiva do Supremo Tribunal Federal.

Ao optar por antecipar a aposentadoria, Barbosa foi motivo de várias especulações, deixou a relatoria de processos importantes…enfim, o Ministro gosta mesmo de uma polêmica.

Zé Filho avança na base de Wellington Dias

07/07/2014 - 20:47

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Candidato à reeleição, o governador Zé Filho avança nas bases do principal adversário – o senador Wellington Dias. O peemedebista recebeu hoje a adesão de dois prefeitos  do PT: Raimundo Ferreira, de São Pedro do Piauí, e Nivaldo Roberto Nogueira, de Sebastião Barros.

 

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O dia foi proveitoso para Zé Filho. outras duas adesões devem mexer com o time adversário. Trata-se de dois prefeitos do PTB: Chico Pereira, de Barro Duro, e  Raislan Farias dos Santos, de Passagem Franca.

 

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Os quatro gestores estiveram reunidos com Zé Filho e fecharam o compromisso de caminharem juntos.

Os gastos e o patrimônio dos candidatos em 2014

07/07/2014 - 17:20

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A declaração de bens dos candidatos ao Governo do Estado e o limite de gastos com campanha, divulgadas junto a Justiça Eleitoral são no mínimo surreais.

O senador Wellington Dias (PT) estimou o limite de gastos sua campanha em R$ 5 milhões. Não fará nem mesmo uma campanha franciscana, pois o valor declarado se equipara ao gasto de uma campanha de deputado estadual.

Também pelos dados da Justiça Eleitoral o patrimônio do senador pouco cresceu nos últimos quatro anos. Em 2010, quando concorreu ao Senado, W. Dias declarou bem que totalizavam pouco mais de R$ 371.4987 mil. Este ano os bens do senador totalizaram pouco mais de R$  551.487 mil, aumentou seus bens em R$ 180 mil.

Vamos para o governador Zé Filho (PMDB) que vai concorrer ao Governo prevendo um limite de gastos de R$ 20 milhões. Não chega a ser franciscana, mas deve envolver cifras maiores que fogem até ao conhecimento do candidato.  Com relação ao crescimento de seus bens, o governador tinha em 2010, (quando concorreu como vice na chapa encabeçada por Wilson Martins) bens declarados que alcançavam R$ 1.083 milhão, chegou a 2014 com quase o dobro, declarando agora a Justiça Eleitoral bens que alcançam R$ 1.948 milhão.