Coluna do dia – Marina substitui, mas não preenche vácuo deixado por Eduardo Campos

19/08/2014 - 05:40

 

marina_silva_charge blog elisabeth sá

 

 

Marina substitui, mas não preenche vácuo deixado por Eduardo Campos

Indiscutivelmente, a primeira consequência com a aclamação de Marina Silva é a certeza do segundo turno. E, a partir daí, saber quem disputará com Dilma Rousseff o comando do país.

A questão é que Aécio Neves conta com melhor estrutura partidária, sim, e isso deve ser considerado num primeiro momento. Em segundo plano, vale ressaltar que esse sentimento de comoção que tomou conta do país e já se reflete em votos pró-Marina Silva tem prazo de validade. Mesmo com esta chama sendo reascendida em atos políticos, no programa eleitoral, pela família, enfim, não se sustenta.

Morre o homem, nasce o mito. Mas, Marina não é Eduardo Campos. E também como já foi dito aqui não preenche a lacuna deixada pelo mesmo. Longe disso. Limitada por convicções políticas e pragmatismo em suas relações.

Por estes e outros tantos motivos, o blog acredita que Marina não preenche vácuo deixado por Eduardo Campos na política brasileira. Mesmo com a sustentação de seu nome em substituição a Campos na chapa majoritária e que já apareça melhor que Aécio Neves em pesquisas, ela não tem viabilidade eleitoral frente ao duelo travado por petistas e tucanos nos últimos 20 anos.

A menos que Marina Silva faça, por exemplo, como o ex-presidente Lula em 2002 e dê uma repaginada em tudo. Sinceramente, neste momento, o blog não acredita que Marina tenha o perfil para fazer e exercer com êxito este papel.

 

Marina avança sobre indecisos e votos nulos ou em branco

A pesquisa Datafolha divulgada, nesta segunda-feira, tem muitos dados a serem levados em consideração. Entre eles, que o avanço de Marina Silva se deu, sobretudo, entre os eleitores que pretendiam votar nulo ou branco – antes eram 13% e agora somam 8%. Outra parte do incremento substancial na candidatura do PSB vem dos eleitores que estavam indecisos. O Datafolha diz que este número caiu de 14% para 9%.

Esta análise se deve exatamente porque as intenções de voto para Dilma Rousseff e Aécio Neves não sofreram alteração no cenário – nem pra mais, nem pra menos – considerando a margem de erro, com o desaparecimento de Eduardo Campos.

 

Avaliação positiva do Governo Dilma aumentou

Pouco se comentou a respeito, mas um dado chamou atenção do blog. É que o ingresso de Marina Silva se dá justamente num bom momento para a candidata à reeleição Dilma Rousseff. Muito se falou sobre os efeitos da Copa, mas à época a avaliação dos brasileiros que consideravam o Governo ótimo e bom, em julho, chegou a 35,32%. Agora, este número chega a casa dos 38%.

Além disso, a taxa de rejeição de Dilma oscilou para baixo (35% para 34%) e as intenções de voto espontâneas com seu nome oscilaram positivamente de (22% para 24%).

 

Encontro de avaliação de campanha

A agenda do governador Zé Filho prevê, nesta terça, já no finalzinho da tarde, uma avaliação de campanha, juntamente com o ex-governador Wilson Martins, candidato ao Senado, e o ex-prefeito Sílvio Mendes, que é candidato a vice do peemedebista e o prefeito de Teresina, Firmino Filho.

Sei, não. Mas, esse é o tipo de compromisso que não se divulga. Então, o que estaria por trás disso? Mente fértil…

 

Wellington Dias anuncia muitas adesões

O blog tem dito, desde a semana passada, que é chegado o momento para algumas definições de políticos, sobretudo, os do interior do Estado. E o senador Wellington Dias é quem mais tem feito a divulgação de novos reforços para a sua campanha. E foi bem no coração de Wilson Martins, ao citar lideranças da cidade de Santa Cruz do Piauí e de Wall Ferraz, como os ex-prefeitos Alcides Neto (PP) e Jurandir Martins (PTB).

Wellington Dias repassou, ainda, através da assessoria, que conta com o apoio do prefeito de Simplício Mendes, Heli Moura, do PSD, da vice-prefeita Edmary Varão, e dos veradores vereadores Ney Moura Fé (PP), Tenor (PDT) e Wellington (PDT). Em Altos, o petista é quase uma unanimidade entre os políticos do município. Além da prefeita, Patrícia Leal, que é do PSB de Wilson Martins, conta com o apoio de quase todos os vereadores. O único contra é o vereador Toni Rodrigues. Também anunciou apoios em Jaicós e Palmeirais.

 

Zé Filho acusa Wellington Dias de terrorismo político

Durante discurso, em São Raimundo Nonato, o governador Zé Filho lamentou o que ele chama de “terrorismo político promovido por Wellington Dias”. É que chegou ao candidato a informação de que o time adversário espalhou o boato de que o programa bancado pelo  Governo Federal deixaria de atender os produtores rurais.

O peemedebista pediu uma campanha limpa e garantiu que os agricultores piauienses vão receber o Seguro Safra. “A oposição aumentou os boatos depois que comecei a subir nas pesquisas. Não existe o menor risco de o Piauí ficar sem o Seguro Safra. Nós já estamos com o dinheiro, o recurso já está garantido”, disse o governador.

Daqui a pouco, não vai demorar, vão começar os boatos de que o Bolsa Família vai acabar. Eita, pobreza!!!

 

Os números da hora

18/08/2014 - 21:04

 

zé filho campanha blog elisabeth sá

 

O governador Zé Filho começa a colher frutos em função das últimas pesquisas eleitorais. Algumas lideranças que estavam, literalmente, em cima do muro passaram a acreditar na viabilidade eleitoral do candidato à reeleição.

Em duas sondagens seguidas, Ibope, semana passada, e Instituto Credibilidade, Zé Filho aparece com crescimento progressivo na preferência do eleitor.

Como se trata de institutos distintos, não há como falar em queda de Wellington Dias. Mas, é esta a tecla que os governistas batem e muitos seguidores apostam.

O prazo de Marina Silva

18/08/2014 - 19:26

rede-maria-silva-transparencia-politica

Mesmo com os dez dias garantidos pela Constituição, o prazo de Marina Silva, do PSB, se encerra amanhã, 19, com o início da propaganda eleitoral gratuito. Aliás, para os socialistas esse prazo já vem sendo negociado, tratado, discutido à exaustão e com condições impostas aos dois, três lados e outros tantos envolvidos no processo que envolve marineiros, socialistas, da rede.

O fato é que o PSB anunciou, ontem, logo após o sepultamento de Eduardo Campos que está realizando consultas internas para a substituição na chapa majoritária.  Nesta segunda, dia 18, o Datafolha já revelou os números da primeira pesquisa eleitoral com a inclusão de Marina Silva no lugar de Campos e a condição de empate técnico com Aécio Neves, do PSDB, com vantagem para Marina de 21% contra 20% destinados ao tucano.

O grande nó que deve ser desatado ou não até o final do dia é que para substituir Eduardo Campos, dentro da coligação, Marina Silva terá que esclarecer alguns pontos delicados como acordos nos estados, questões programáticas e até o cronograma de criação da Rede – o partido que não conseguiu viabilizar até outubro do ano passado.

Este último ponto é o mais delicado e passível de vários questionamentos dentro do PSB. O que dizem e pensam os socialistas, nestes instantes finais, antes da homologação de Marina Silva é “como o partido vai se esforçar para eleger alguém que está de saída”

Não por menos já se fala na existência de uma carta-compromisso que Marina Silva terá que assinar, preparada pelo PSB, para que a sigla homologue sua candidatura à Presidência.

Renata Campos ainda pode ser candidata

18/08/2014 - 14:50

A dúvida do momento diz respeito a possibilidade de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto em acidente de avião, ser ou não candidata na chapa de Marina Silva. Ocorre que Renata é auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco e não teria se desincompatibilizado dentro do prazo exigido pela Lei Eleitoral.

eduardo-campos-e-renata-by-aguinaldo-leonel

Mas Renata, que já estava afastada por licença maternidade, emendou férias e está há mais de seis meses longe de suas funções. A tese é de que, como a Lei Eleitoral não disciplinou de forma específica como deveria se dar o afastamento, estando a auditora longe de suas funções ela poderia sim requerer o seu registro de candidatura. Dentro do PSB é forte a corrente que defende a candidatura da viúva de Eduardo Campos como vice na chapa que seria encabeçada por Marina Silva. A decisão do partido será tomada amanhã (20). Há exatamente um ano Renata era cogitada como candidata a deputada federal do PSB de Pernambuco. Ela seria a candidata do marido no lugar de sua mãe, Ana Arraes, que foi nomeada ministra do TCU. A candidatura de Renata, que manteria a tradição da família de ter um representante no Congresso (30 anos) não seguiu adiante.

A despedida de Eduardo Campos

18/08/2014 - 13:53

 

image

 

 

O final de semana foi marcado pela despedida ao ex-governador de Pernambuco e candidato à presidente, Eduardo Campos, do PSB. Desde o desembarque de seus restos mortais, passando pelo  cortejo no carro do Corpo de Bombeiros até o Palácio de Governo, onde seria velado todo o domingo, com a imagem forte de três de seus filhos erguendo os braços e com o grito de guerra “Eduardo, Guerreiro, do Povo Brasileiro” até o desfecho final com a saraivada de fogos que durou cerca de 20 minutos no cemitério.

Uma despedida de estadista, movida pela forte emoção de todos os brasileiros, em especial os pernambucanos, tocados pela forma brutal como Eduardo Campos foi retirado de cena e perdeu a vida. E com forte repercussão, ainda imprevisível, no campo político, uma vez que a lacuna deixada ao que tudo indica será preenchida pela candidata a vice Marina Silva, mas com muitas dúvidas sobre quem será o mais atingido entre os dois outros candidatos a Presidente.

A despedida de Eduardo Campos – vale o registro – teve seus momentos de tristeza, compaixão, solidariedade, mas foi notadamente marcada pela força e a forma aguerrida com que os filhos e a viúva lidaram com a situação. Em alguns instantes, não se imaginava que ali acontecia tão somente um velório e, sim, um ato político com a presença de todos os matizes político-eleitoral.

Por lá passaram o ex-presidente Lula, de quem Eduardo foi aliado e ex-ministro, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, o tucano Aécio Neves, enfim, várias autoridades de todo o país. Do Piauí, marcaram presença, o prefeito Firmino Filho, o ex-governador Wilson Martins e o ex-senador Heráclito Fortes.

Artigo: Vale a pena ver de novo!

16/08/2014 - 17:09

Saiu o IBOPE no Piauí! Pelos números o senador Wellington Dias lidera a disputa com 46%, seguido do governador Zé Filho 23% e Mão Santa 9%. Os principais sites de notícias do Piauí repercutiram mas “esqueceram” de mencionar uma informação importante contida no sítio da Globo, no www.g1.com. Pelos números, Wellington Dias venceria no primeiro turno. (http://g1.globo.com/pi/piaui/eleicoes/2014/noticia/2014/08/wellington-dias-tem-46-e-ze-filho-23-indica-pesquisa-ibope-no-piaui.html)

Na semana anterior dois outros institutos, o Vox Populi e o Amostragem divulgaram suas sondagens. Neste caso, os dois apareceram com números parecidos. Wellington Dias na faixa dos 54 pontos, Zé Filho 16 e Mão Santa 12. A pesquisa IBOPE de hoje difere muito. A diferença é de 8 pontos a menos para Wellington Dias e 7 pontos a mais para Zé Filho. Apenas o candidato Mão Santa oscilou dentro da margem de erro, comparado com o Amostragem e o Vox Populi.

Em uma semana que fatos ocorreram para alteração no cenário? Nenhum! Aliás quem mais colecionou adesões nos últimos 20 dias foi o candidato Wellington Dias. Da região de Picos veio o ex-prefeito Gil Paraibano, importante liderança do PMDB e consigo trouxe sua sobrinha, a deputada estadual Belê do PSB e toda uma gama de outras lideranças como prefeitos e vereadores. Na região de Oeiras, o prefeito Lukano do PSB e seu pai, o ex-deputado federal B. Sá também manifestaram apoio a candidatura petista. Do extremo sul veio o prefeito de Corrente, Jesualdo Cavalcanti que exerce forte influencia naquela região. Pelo menos 5 prefeitos do PSDB também manifestaram publicamente o desejo de seguir com a candidatura petista. Cito apenas estes!

Em 2002 eu estava no jornal O DIA como repórter de politica. Lembro do IBOPE de setembro daquele ano. Dava a eleição empatada para o governo do Estado na disputa entre o então governador Hugo Napoleão e o candidato Wellington Dias. Pelo apurado, Wellington Dias aparecia com 45% e Hugo Napoleão com 43%. Pelo IBOPE haveria segundo turno. As urnas abriram! O índio derrotou o IBOPE, conquistou a preferência dos piauienses e levou no primeiro turno. Se o IBOPE de hoje admite que Wellington venceria no primeiro turno desconfio que sua margem é bem maior . Foi assim em 2002! (http://www4.ibope.com.br/opp/pesquisa/politica/eleicoes/download/eleicoes_2002_pi_opp334_01.pdf)

Por Fábio Novo – jornalista e deputado estadual pelo PT