Queda de braço na dança das cadeiras

18/10/2014 - 18:00

tce piauí

Não é só a escolha do nome que vai ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (com aposentadoria compulsória de Anfrísio Lobão) que está mexendo com a articulação da oposição e da base governista. A data em que esta escolha se dará também está sendo motivo de disputas internas e articulações.

A questão vai além. Alguns dizem que se trata da preservação da autonomia do Poder Legislativo. Trata-se da data para acontecer a eleição do novo nome. A reclamação é de que haveria ingerência do Executivo atuando para que o processo ocorra apenas em 2015, com a nova bancada na Assembleia.

Certo é que com a escolha do novo nome passando pela Assembleia, sendo o governador Zé Filho ou Wellington Dias a dar posse ao novo conselheiro, a dança das cadeiras vai mexer com muita gente, com e sem mandato.

Vale lembrar que a última condução de conselheiro ao TCE, através do Legislativo, aconteceu após a morte do conselheiro Xavier Neto (PR), ocorrida no dia 6 de março de 2012 e a posse de Lílian Martins (PSB)  aconteceu no dia 2 de maio, exatamente dois meses depois.

Da parte do Legislativo não há nenhuma impedimento para que o processo se inicie, pelo contrário, é de interesse da Casa. O recesso parlamentar oficialmente inicia no dia 22 de dezembro, não podendo a Casa dar recesso sem aprovação do Orçamento Geral do Estado, ou seja: tempo suficiente de promover a escolha do novo conselheiro.

Em tempo, segundo o entendimento jurídico da Alepi, declarada a vacância do cargo a Assembleia já pode iniciar o processo de escolha.

O prejuízo dos prefeitos

18/10/2014 - 12:00

obra de asfaltamento

Passada a eleição os prefeitos agora correm contra o tempo para viabilizar recursos para suas cidades. O problema maior são os recursos federais que dependem de aprovação de emenda parlamentar.

Há liberações, principalmente, para obras de asfaltamento nas cidade, que estão correndo risco de não se efetivarem porque os convênios precisam em sua maioria de contrapartida do Governo do Estado, geralmente de 10% do valor da obra.

Com o arrocho nas contas, firmar os convênios para garantir que os recursos venham se tornar cada vez mais difícil.

O  chamado “Deus nos acuda” dos prefeitos tem sido intenso atrás dos deputados federais, bem como do próprio governador Zé Filho (PMDB).

Dinheiro pro Piauí, nem do Banco do Brasil nem de banco algum

18/10/2014 - 10:00

wilson-martins-e-ze-filho-blog elisabeth sá

A campanha eleitoral começou e acabou e não se sabe qual fim levou mesmo a polêmica dos empréstimos que o Piauí esperava para realizar grandes obras. O ex – governador Wilson Martins (PSB) deixou o mandato com a perspectiva de injeção de R$ 350 milhões em obras através de empréstimos do Banco Mundial.

Ninguém viu a cor do dinheiro, muito menos as obras que deveriam ter sido tocadas com ele.

Durante a campanha, por várias vezes o governador Zé Filho (PMD) afirmou que o Piauí estava sendo boicotado pelo Banco do Brasil na liberação de recursos também de empréstimos. Fato é que a campanha acabou o dinheiro não veio e nem o Branco do Brasil foi punido, como por muitas vezes se prometeu.

Agora, a principal tarefa do atual governo e também do que virá é arrocho as contas do Estado para poder dar conta da folha de pagamento, dos fornecedores, do décimo terceiro…enfim, resumo: dificilmente se verá a conclusão das tais obras prometidas.

A legitimidade inconteste de Silas Freire

17/10/2014 - 18:30

 

No jogo político a ascensão de nomes depende de vários fatores, mas o primordial deles está na liderança exercida e se essa liderança se transforma em votos ela se torna inconsteste. Alguns nomes saíram do pleito de 2014 nesta situação, e um deles foi o apresentador Silas Freire (PR).

A votação de Silas não foi surpresa pra quem acompanhava as pesquisas internas e viu a facilidade com que seu nome chegou até os eleitores, principalmente da capital, onde o lado que ele apoiou na campanha, o lado do PT, do senador Wellington Dias justamente precisa penetrar. 

Só em Teresina, Silas teve mais de 45 mil votos, de um total de 77.596 (4,6%) dos votos. Foi o mais votado em Floriano, onde há algum tempo tem destacada militância política e esposa Kárita Leal também tem atuação reconhecida. Na região de Bom Jesus, Silas também foi votado, muito graças a sua atuação ainda como deputado estadual.

 

Silas Freire

 

Todo esse preâmbulo serve barrar as especulações em torno da votação de Silas Freire. Isso porque num partido pequeno e sem capilaridade não se pode creditar a força com que ele saiu desta eleição somente ao apoio de correligionários. 

Neste ponto, a vantagem que levou foi pela dobradinha com Fábio Xavier e todo o tempo do horário eleitoral ser destinado apenas para a dupla. Além, claro, do apelo popular dado na campanha, resgatando a popularidade que jã lhe conferiu outros mandatos e garante uma das maiores audiências no horário do meio dia entre as emissoras locais.

Agora, com a iminente ascensão à Câmara Federal, já confirmada pelo próprio governador eleito, Wellington Dias, Silas Freire dá a volta por cima e pode bater no peito – o mérito é todo dele.

Via facebook, Marllos anuncia adesão a Aécio

17/10/2014 - 13:00

Mais um peemedebista sai da base da presidenta Dilma no Piauí. Desta vez foi o deputado federal Marllos Sampaio. Segundo o deputado a decisão é de caráter pessoal.

“Tomei uma decisão pessoal e difícil e acredito que a mudança virá com Aécio Neves, apesar de ter votado em Dilma no primeiro turno. Vou pedir para meus amigos votarem em Aécio”, afirmou o deputado via facebook.

Agora são cinco peemedebistas do lado de Aécio; o governador Zé Filho, do deputado João Mádison, que votou em Marina no primeiro turno e agora é Aécio, do deputado Mauro Tapety e deputada Juliana Moraes Souza, que já votavam em Aécio.

Marllos apoia Aécio

 

 

Petistas querem evitar que W. Dias se aproxime do PMDB

17/10/2014 - 11:00

O clima no PT é de aceitação e rejeição. Explico. Uma ala do partido aceita que o o governador eleito, Wellington Dias,traga o PMDB para o Govrerno,outra não quer nem ouvir falar no assunto.

Certo que alguns peemedebistas terão seu espaço, o que os petistas querem evitar é a ampliação deste espaço. Até aí, um filme que parece se repetir.

 

PT-rachado blog elisabeth sá

 

Só que desta vez há novos personagens e em maior número. Eis o “x” da questão. E está aí o trabalho que alguns petistas estão a exigir de Wellington Dias; que ele esgote primeiro todas as possibilidades de trazer outros nomes de outros partidos da oposição para a base antes de iniciar as conversas com o PMDB. E é neste cenário que estão a valorizar seu passe os eleitos do PTCe PSD.