Não se pode fechar as portas

04/06/2014 - 09:13

cozinhando o galo

 

Os tucanos se fecharam no ninho e passaram a discutir a viabilidade política de uma eventual candidatura do ex-prefeito Sílvio Mendes. Nesta terça, depois de mais de três horas de reunião, e também depois que o prefeito Firmino Filho solenemente sentenciou que “não se pode fechar as portas para o governador Zé Filho”, Sílvio Mendes deixou os pares à vontade e disse que não seria um empecilho para uma eventual aliança entre PDMD e PSDB. Ficaram resolvidos, pois, que vão aguardar até o final de junho para dar a sentença final.O que era altamente previsível. Com relação aos cargos, vai depender da paciência, habilidade e jogo do governador Zé Filho. Alinhado ao pensamento do prefeito, toda a bancada tucana na Assembleia, vereadores e boa parte dos correligionários que não se manifesta publicamente “por receio de sofrer alguma retaliação”, como me revelou o vereador Joninha.

A retaliação seria, assim, mais no campo social, no trato partidário do que político/administrativo de fato. Até porque faltam condições políticas a Sílvio Mendes para isso. É o que todos sabem – Firmino dá as cartas, pois está no Palácio da Cidade. Mais: estão cozinhando o galo, ganhando tempo.
Autoria vetada

Consta que a carta lida pelo deputado federal Marcelo Castro em que ele anunciou a saída da disputa majoritária teria sido redigida a quatro mãos, com forte influência de Sílvio Mendes. Antes de vir a público, alguns peemedebistas conciliadores atuaram fortemente para vetar parte do conteúdo. Pediram auxílio, orientação e revisaram o texto com cortes que, segundo dizem, seriam impublicáveis. Caso fosse lida a versão original, a consequência seria um racha maior ainda.

 

Veto

Por falar em veto, ganha um doce o porque da rejeição de Sílvio Mendes a Zé Filho.

O tucano ainda deu a senha, estes dias, durante entrevista ao vivo. Seria por questões pessoais, lá trás.

 

Samba de uma nota só

O deputado estadual Robert Rios é muito, muito inteligente. Disso ninguém duvida. Então, decifrem o enigma: Rios tem dito e repetido que o senador Wellington Dias não ganha as próximas eleições. Era eleitor número um do deputado Marcelo Castro, não gosta de Dilma Roussef, quer votar em Lula.

Agora, tem seu nome cotado para vice de Zé Filho.

 

Recordar é viver

O deputado Fábio Novo é quem dá a senha para a resolução de tamanho imbróglio estabelecido na base aliada. Recordava ele, nestes dias, que quando Wellington Dias estava no mesmo dilema, ainda como governador do Estado, o PT lançou a candidatura do professor Antônio José Medeiros, viajaram o Piauí e não deu certo. Depois lançou o ex-secretário Antônio Neto, viajaram o Piauí e não deu certo. Voltaram a trabalhar o nome do ex-secretário de educação Antônio José Medeiros e, por fim, desistiram. Viram que não tinha jeito e apoiaram a reeleição do então vice-governador Wilson Martins.

 

Sem trégua

Os petistas prometem não dar trégua aos governistas. Ontem, os deputados Merlong Solana e Fábio Novo se revezaram na Assembleia para bater forte. O primeiro pediu uma auditoria na folha de pagamento do funcionalismo público estadual. O segundo revelou que o Governo do Estado ultrapassou os limites de gastos com pessoal impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e  está impedido de receber recursos federais.

 

Boa ideia

Fábio Novo, no entanto, reconheceu que o problema pode está nas contas oficiais que, dificilmente, são reais. O petista apresentou proposta que deve virar um indicativo de projeto que concede bônus para o consumidor que exigir a nota fiscal em qualquer compra e informar o seu número de CPF. A proposta consiste em proporcionar descontos de até 30% de desconto no pagamento do IPVA.

 

Pra quem acredita em imparcialidade

Dos 11 ministros que integram a maior corte da Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal, quatro foram indicados pela presidenta Dilma Roussef, outros quatro pelo ex-presidente Lula. Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Melo e José Sarney incicaram, cada, um membro do STF.

A presidenta Dilma vai passar a frente do companheiro Lula ao indicar o substituto do quase ex-ministro Joaquim Barbosa.